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DÓLAR FORTE AFETA PREÇOS NO SETOR SUCROALCOOLEIRO

Açúcar exportação continua com maior rentabilidade entre produtos da cana

Mais uma semana de desvalorização do real que afetou diretamente a queda de preços do açúcar no mercado internacional, devolvendo todo o ganho em dólares que havia sido obtido até então. E, mesmo assim, o açúcar fechou a semana equivalente a R$ 929 por tonelada – o preço mais alto nesse critério desde dezembro de 2012. “Não há dúvida de que a anemia do real tem contribuído para que as usinas que ainda tinham açúcar vendido e/ou não fixado aproveitassem os preços favoráveis em reais”, comenta Arnaldo Corrêa, gestor de riscos e diretor da Archer Consulting – empresa de assessoria em mercado de futuros, opções e derivativos agrícolas.

De acordo com a Archer, a ordem de rentabilidade dos produtos da usina é açúcar na exportação, anidro, açúcar no mercado interno e hidratado. “O açúcar, favorecido pelo dólar, tem uma margem positiva de 15% sobre o custo de produção, seguido do etanol com 11,5% e açúcar no mercado interno e hidratado. A rentabilidade não considera o custo financeiro”, completa ele.

No entanto, como o mercado financeiro vem especulando que o dólar pode chegar a 2,7000 até o final do ano, isso pode empurrar o custo de produção do Centro-Sul para 15,00 centavos de dólar por libra-peso FOB Santos. “A questão é que quanto maior a força com que o real se desvaloriza, mais as importações de petróleo sangram o fluxo de caixa da estatal brasileira de petróleo, chegando a um ponto de estrangulamento que obrigará o governo a rever os preços da gasolina”, comenta Arnaldo.

Em relação à fixação dos preços das usinas para a safra 2013/2014, segundo estimativas da Archer, é de 20,085 milhões de toneladas já fixadas ao preço médio de 17,65 centavos de dólar por libra-peso (equivalente a 404,87 dólares por tonelada FOB Santos). “Há um ano, o volume fixado para a safra 2012/2013 era de 21,190 milhões de toneladas com preço médio de 22,98 centavos de dólar por libra-peso. Nessa mesma época, há dois anos, o volume fixado para a safra 2011/2012 era de 22,517 milhões de toneladas com preço médio de 24,14 centavos de dólar por libra-peso. Ou seja, o volume desta safra realmente está bem atrasado comparativamente aos volumes dos anos anteriores. Em valores relativos, o volume fixado nas duas safras anteriores, como percentual do volume final da safra, foi de 77% e 90%, respectivamente para a 2012/2013 e 2011/2012”, compara o gestor de riscos.

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