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MERCADO DE AÇÚCAR VOLTA AOS PREÇOS MAIS BAIXOS

Uma pequena alta – decorrida do incêndio da Copersucar – e o setor vê os preços caírem, de novo.

Após a corrida da alta nos preços do mercado internacional na semana passada, em razão do incêndio nos armazéns da Copersucar (maior fornecedora de açúcar mundial), quando a cotação chegou a registrar aumentos de até 2,6% na bolsa de NY, o mercado volta a refrear os ânimos.

Nesta última semana, o mercado de açúcar em NY fechou em 19,02 centavos de dólar por libra-peso devolvendo com juros e correção monetária toda a alta verificada por ocasião do pânico pós-incêndio. Em uma semana, o mercado assistiu o pico de 20,16 centavos de dólar por libra-peso (com o incêndio) e, depois, chegou a despencar para a mínima de 18,80 centavos de dólar por libra-peso – uma queda pronunciada de 30 dólares por tonelada.

“A queda do mercado em NY pode ser atribuída, parcialmente, a certa tranquilidade passada ao mercado pela Copersucar após o incêndio, transparecendo que a empresa vai equacionar os seus problemas logísticos. Assim como à maciça troca de informações entre os traders durante os eventos da semana do açúcar, que aconteceram na semana passada em São Paulo, com a constatação de que alguns deles estivessem pouco fixados contra o mercado futuro em relação à média dos seus pares. Isso pode significar que os preços em reais por tonelada continuam altos. O dólar também apreciou em relação ao real, fazendo com que as fixações de vendas futuras para a próxima safra ficassem mais atrativas. Todos esses fatores contribuíram para essa retomada de queda”, explica o gestor de riscos Arnaldo Corrêa, diretor da Archer Consulting – empresa de assessoria em mercados de futuros, opções, derivativos e planejamento estratégico para commodities agrícolas.

No etanol, o crescimento do consumo de combustíveis no Brasil continua bater recordes. A Agência Nacional do Petróleo – ANP – divulgou novos números. No acumulado de 12 meses (agosto 2012 – agosto 2013) atingiu novo recorde pelo quarto mês consecutivo: 50,847 bilhões de litros. O consumo total de etanol (anidro e hidratado) soma 18,981 bilhões de litros, 10,06% acima do mesmo período do ano passado. O consumo de gasolina A subiu 4,75% no período de doze meses, totalizando 31,865 bilhões de litros. Em doze meses, o consumo total de combustíveis subiu 3,18 bilhões de litros, um incremento de 6,67%.

“Caso o aumento deste consumo mantenha o mesmo padrão para os próximos cinco anos, o setor sucroalcooleiro vai precisar crescer anualmente 30 milhões de toneladas de cana apenas para atender o mercado de combustíveis de etanol”, analisa Arnaldo.

Ainda de acordo com Arnaldo, isso sem nenhuma mudança no atual mix de consumo no Brasil, que é de 62,7% de gasolina e 37,3% de etanol, “lembrando que num passado não muito distante – último trimestre de 2009 – esse mix chegou a 54,5% de etanol e 45,5% de gasolina”, arremata.

Segundo dados da Archer Consulting, para que esse mix fosse possível novamente, o crescimento médio da produção de cana teria que chegar à casa das 100 milhões de toneladas anuais para que em 2018/2019 fossem produzidos 1 bilhão de toneladas de cana. O investimento necessário para atender esse cenário seria em torno de 60-80 bilhões de dólares. “Mas com o atual cenário, apenas para manter o que temos hoje, precisamos investir entre 12 e 16 bilhões de dólares. O setor só não sabe da onde virá esse dinheiro para novos investimentos”, conclui Arnaldo Corrêa.

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