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MERCADO DE AÇÚCAR VOLTA ÀS BAIXAS

E setor sucroalcooleiro em momento de espera sobre programa de ajustes automáticos da Petrobrás sobre combustíveis.

Na semana passada, o mercado de açúcar fechou com baixa entre 33 e 78 pontos, ou seja, perdas entre 7 e 17 dólares por tonelada. “O mercado de açúcar teve uma semana de baixas generalizadas, motivada pela aparente tranquilidade com que a Copersucar tem lidado com os problemas decorrentes do incêndio nos seus armazéns no Porto de Santos, passando um sentimento de que possíveis gargalos logísticos serão virtualmente equacionados”, avalia Arnaldo Corrêa, gestor de riscos em commodities agrícolas e diretor da Archer Consulting – empresa especialista em mercado futuro, opções e derivativos agrícolas para a agroindústria. Ainda de acordo com ele, a essa percepção somem-se a surpreendente posição comprada dos fundos. “Com a interrupção dos serviços não essenciais pelo governo americano enquanto se aprovava o novo teto de endividamento, o CFTC (Commodity Futures Trading Commission) atrasou a divulgação do relatório que informa quem está comprado e quem está vendido, e o mercado apenas ‘chutava’ que esse número seria muito alto”, completa. Em relação à questão logística que o incêndio em Santos pode provocar, é bom ressaltar que normalmente no primeiro trimestre do ano os embarques de açúcar diminuem consideravelmente. De acordo com dados da Archer Consulting, nos últimos 10 anos, o primeiro trimestre do ano civil respondeu, em média, por apenas 17% daquele ano, ou seja, é um período com movimentação 35% menor do que a média dos demais meses. “Não podemos nos esquecer de que pelo menos 8 milhões de toneladas foram retiradas do circuito logístico. Elas terão que escoar de algum modo, mas não sem reflexos no prêmio e nos custos de frete e elevação”, afirma Arnaldo. O mercado interno de açúcar apreciou 2,5% desde o incêndio no Porto de Santos comparativamente ao mercado de exportação, que mudou de 19 centavos de dólar por libra peso para 18,25 centavos de dólar por libra peso. E, embora ainda exista muita especulação de que o Centro-Sul possa encerrar a presente safra com uma moagem total de 590 milhões de toneladas, os números da Archer Consulting, de dois meses atrás, estimam 578 milhões de toneladas. “Nem finalizamos essa e já começam as previsões de quanto vamos crescer no próximo ano. Mesmo sendo cedo demais, poucos acreditam numa expansão além de 5% em relação à safra atual, ou seja, estamos falando em algo como 610 milhões de toneladas de cana. Mas como já dissemos à exaustão, o Brasil precisa crescer 25 milhões de toneladas de cana apenas para atender ao consumo potencial de etanol em virtude do aumento da frota”, alerta Arnaldo. Se a Petrobras realmente conseguir implantar a política de reajuste de preços dos combustíveis baseados numa fórmula que reflita às variações do mercado internacional, este será um importantíssimo passo para a tão necessária retomada de investimentos no setor. “Quanto mais transparente for essa fórmula – sobre a qual nada se sabe ainda –, maior a chance de haver instrumentos financeiros de balcão a serem disponibilizados para o setor, objetivando o hedge do etanol hidratado, produto que, nos últimos cinco anos, foi negociado 42% das vezes abaixo do custo de produção”, revela Arnaldo Corrêa.

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