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NO SETOR SUCROALCOOLEIRO, CÂMBIO CONTINUA DANDO AS CARTAS

Etanol sofre com falta de visão técnica do governo

No mercado, notícias no horizonte dão o tom para qualquer setor. O ânimo do setor sucroalcooleiro foi levantado graças aos rumores de uma possível alteração no preço da gasolina, defasado ainda mais com a desvalorização do real; do Banco Central do Brasil ter anunciando um plano de intervenção no real ao longo desse semestre e da China aumentar o ritmo de compra de açúcar no mercado internacional.

“Mas o fato é que, apesar da China, de maneira geral os negócios no mercado físico de açúcar continuam em ritmo lento, tanto na exportação quanto no mercado interno. Existe, claramente, um descompasso entre os valores negociados em cada mercado e a melhor rentabilidade na exportação pode incentivar a migração de açúcar do mercado interno para a exportação até que o enxugamento doméstico e a oferta de açúcar FOB convirjam. No popular: açúcar doméstico está barato. E compradores e consumidores industriais de açúcar para o mercado interno devem ficar atentos”, explica Arnaldo Corrêa, gestor de riscos da Archer Consulting – empresa de assessoria em mercado de futuros, opções e derivativos agrícolas.

O mercado de açúcar caiu em média 50 pontos em função da desvalorização do real, mas isso depois de ter recuperado uma queda que chegou a 100 pontos na semana em relação ao fechamento da semana anterior. “As cotações ascendentes do açúcar ao longo da curva de preços em NY e a curva do dólar igualmente ascendente, afetada pela diferença dos juros internos e externos, apresentam um preço médio para a safra 2014/2015 (assumindo que haja liquidez em ambos os mercados) de R$ 41,71 por saca posto usina, com rentabilidade média de 24,5% sobre o custo de produção, que é de R$ 33,50 por saca posto usina. Ou seja, não dá para reclamar, principalmente as usinas extremamente eficientes e com baixo custo que beiram os R$ 30,00 por saca posto usina”, completa ele.

No etanol, ainda sofremos com a falta de visão técnica do governo para gerir suas intervenções no setor de combustíveis. “O Departamento de Energia dos Estados Unidos, equivalente ao Ministério das Minas e Energia no Brasil, tem como novo responsável aprovado pelo senado americano, o físico nuclear Ernest Moniz, professor do Instituto de Tecnologia de Massachussetts com muitos anos de dedicação e pesquisa científica em sua área. Aqui no Brasil quem dirige o Ministério (qualquer um deles) é um político (qualquer um deles) apontado pelo partido (qualquer um deles), normalmente sem o menor conhecimento do assunto nem comprometimento algum com a pasta que supostamente deveria zelar. Estão lá para ocupar posições de destaque e se valer do poder para aquilo que sempre estamos acostumados a ver”, desabafa Corrêa.

De acordo com o gestor, a transparência e clareza da politica energética americana, mesmo com a revolução e as dúvidas pertinentes ao que o gás de xisto está provocando na matriz energética americana e mundial, atraem vultosos investimentos. Algo mais de 100 bilhões de dólares para o setor e a geração de milhares de empregos. “No Brasil, o desconhecimento e a ausência de comprometimento do governo conseguiram a proeza de destruir o valor de uma empresa que sempre foi referência global, como a Petrobrás, e deixar sem perspectiva de investimentos, por absoluta falta de transparência, o setor sucroalcooleiro”, esclarece Arnaldo.

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