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NOVA QUEDA NOS PREÇOS INTERNACIONAIS DE AÇÚCAR.

Estimativas de produção começam a cair.

O mercado de açúcar em NY teve uma semana de queda acentuada. “Quais mudanças ocorreram nos fundamentos do açúcar este mês para explicar tamanha queda?”, se questiona o gestor de riscos Arnaldo Luiz Corrêa, da Archer Consulting. Para ele, cada ponto percentual de mudança no mix para etanol, reduz a disponibilidade de açúcar em 800 mil toneladas. “Estamos vivendo dois mercados desiguais, o baixista de curto prazo e o altista de médio longo prazo”, avalia.

Até o mês de maio/2014, a exportação de açúcar pelo Brasil no acumulado de doze meses, atingiu 25.806.009 toneladas com uma queda de 20,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O valor das exportações chegou a mais de US$ 10,5 bilhões com o preço médio atingindo US$ 408,96 por tonelada. As exportações de etanol, no mesmo período, alcançaram 2,64 bilhões de litros, com receita total de pouco menos de US$ 1,7 bilhão.

Nos últimos 10 anos, as exportações mensais de açúcar para os meses de julho, agosto, setembro e outubro, acumuladamente, representaram 41% de todo o volume exportado no respectivo ano-safra. “Nesse período, já tivemos volumes pífios, como em abril de 2012, início da safra 2012/2013, em que exportamos apenas 548 mil toneladas, mas encerramos a safra com quase 27 milhões de toneladas exportadas, contrapondo-se, na mesma safra, à exportação do mês de outubro que chegou a 14,68% de todo o volume daquele ano. E as piores performances se concentram mesmo em março, abril e maio. Por oito vezes na história, as exportações mensais de açúcar ultrapassaram três milhões de toneladas: de agosto a novembro de 2010, julho e agosto de 2011, outubro de 2012 e agosto de 2013”, lembra Arnaldo.

De acordo com o gestor de riscos, tentar fazer uma previsão de quanto será o volume de exportação de açúcar pelo Brasil neste ano safra, é uma aventura. “Em 2010, NY negociava a 13 centavos de dólar por libra-peso no início do mês de maio e demanda raquítica. Encontro semelhança entre 2010 e hoje. Na época, parecia que estávamos todos olhando para uma direção (queda do mercado), quando uma série de circunstâncias (chuva no interior, chuva no porto, volta desesperada da demanda, entre outras) elevou os preços em velocidade assustadora”, pondera.

O setor sucroalcooleiro ainda pode sofrer mais um obstáculo na sua caminhada para recuperação e que afetaria diretamente o mix. Segundo Arnaldo, mesmo que o crescimento do consumo em doze meses despenque dos atuais 8% para 2,5% (o menor no acumulado móvel de doze meses desde a crise de 2008), ainda assim o Brasil precisaria crescer pelo menos 15 a 20 milhões de toneladas de cana. “Uma desvalorização acentuada do real poderia fazer com que NY caísse mais. Chuvas que interrompem a moagem. Fatores climáticos. Pesquisa eleitoral. Se Dilma cair na preferência dos eleitores, isso sinalizaria uma recuperação da Petrobras e provável alinhamento dos preços da gasolina com o mercado internacional, favorecendo o etanol e diminuindo a disponibilidade de açúcar”, enumera o diretor da Archer Consulting.

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