{"id":10135,"date":"2023-03-03T20:58:05","date_gmt":"2023-03-03T20:58:05","guid":{"rendered":"http:\/\/archerconsulting.com.br\/artigos\/AO_INFINITO_E_ALEM\/"},"modified":"2023-03-03T20:58:05","modified_gmt":"2023-03-03T20:58:05","slug":"ao_infinito_e_alem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/archerconsulting.com.br\/en\/ao_infinito_e_alem\/","title":{"rendered":"AO INFINITO E AL\u00c9M"},"content":{"rendered":"<!--:pt--><p>&nbsp;<\/p>\n<p><br \/>Nada parece interromper o mercado futuro de a&ccedil;&uacute;car em NY em sua exuberante trajet&oacute;ria de alta. As conversas e o clima predominante na Confer&ecirc;ncia de Dubai, encerrada na quinta-feira, segundo respeit&aacute;veis analistas, era de incontida euforia. J&aacute; est&atilde;o at&eacute; tra&ccedil;ando os poss&iacute;veis novos patamares de negocia&ccedil;&atilde;o do a&ccedil;&uacute;car para os pr&oacute;ximos anos. 24 centavos? 28 centavos? O c&eacute;u parece ser o limite. Se isso acontecer &ndash; sem o acompanhamento de alguma incontest&aacute;vel mudan&ccedil;a no cen&aacute;rio fundamentalista, que n&atilde;o parece ser o caso no momento &ndash; este escriba ficar&aacute; com cara de tacho, como diria minha falecida av&oacute;. Nunca soube exatamente o que &eacute; &ldquo;ficar com cara de tacho&rdquo;, mas pode ser que eu descubra isso brevemente.<\/p>\n<p>A entrega f&iacute;sica de mar&ccedil;o n&atilde;o teve nenhum sobressalto. Foram 586,000 toneladas enquanto o spread mar&ccedil;o\/maio se despedia com 201 pontos, ou seja, o mar&ccedil;o\/23 valendo 44 d&oacute;lares por tonelada a mais do que o maio\/23. O contrato com vencimento para maio\/23 - agora o primeiro m&ecirc;s de negocia&ccedil;&atilde;o - &nbsp;encerrou a semana negociando a 20.93 centavos de d&oacute;lar por libra-peso, uma valoriza&ccedil;&atilde;o de 126 pontos comparativamente &agrave; semana anterior. Os demais vencimentos subiram em m&eacute;dia 83 pontos (nos a&ccedil;&uacute;cares da safra 23\/24 do Centro-Sul), caindo pela metade na safra seguinte. Na m&eacute;dia, pelo fechamento, a safra 23\/24 vale 220 pontos mais do que a 24\/25, dessa diferen&ccedil;a 85-100 pontos correspondem &agrave; curva do d&oacute;lar, via NDF (Non-Deliverable Forward), um contrato a termo de moeda com liquida&ccedil;&atilde;o financeira, oferecido pelos bancos.<\/p>\n<p>Olhando o mercado de a&ccedil;&uacute;car desapaixonadamente, se pegarmos a cota&ccedil;&atilde;o de fechamento do primeiro m&ecirc;s negociado na bolsa de NY, observamos que o pre&ccedil;o mais alto transacionado (em centavos de d&oacute;lar por libra-peso) ocorreu em fevereiro de 2011: 36.08 centavos de d&oacute;lar por libra-peso. Vale registrar que o d&oacute;lar naquele momento estava cotado a R$ 1.6881 - menos de 1\/3 do valor de hoje. Por outro lado, a mais alta cota&ccedil;&atilde;o que o a&ccedil;&uacute;car de NY negociou convertida em reais por tonelada e devidamente corrigida pela infla&ccedil;&atilde;o foi de R$ 3.354,40 e ocorreu cinco anos antes, em fevereiro de 2006 quando NY bateu 19.73 centavos de d&oacute;lar por libra-peso. A relev&acirc;ncia para a usina, percebe-se, est&aacute; na cota&ccedil;&atilde;o traduzida em reais por tonelada, pois uma parcela significativa do custo de produ&ccedil;&atilde;o do a&ccedil;&uacute;car &eacute; em reais.<\/p>\n<p>Agora, analisemos as circunst&acirc;ncias de ambos os eventos: um em 2006 e o outro em 2011. Em fevereiro de 2006, o Brasil acabara de produzir (safra 2005\/2006) pouco mais de 22 milh&otilde;es de toneladas de a&ccedil;&uacute;car, a cota&ccedil;&atilde;o de 19.73 (vencimento mar&ccedil;o\/06) foi a maior vista em 25 anos j&aacute; que a maior alta anterior ocorrera em 18 de mar&ccedil;o de 1981: 21.10 centavos de d&oacute;lar por libra-peso. Um quarto de s&eacute;culo depois, o mercado estava radiante quando quase bateu 20 centavos naquele fevereiro de 2006. Sete meses depois, no entanto, NY negociava a inacredit&aacute;veis 9.70 centavos de d&oacute;lar por libra-peso, uma queda acima de 50%. Subiu muito f&aacute;cil, caiu muito r&aacute;pido. Pode-se culpar a safra brasileira seguinte (2006\/2007) que produzia quase 20% a mais de a&ccedil;&uacute;car do que a anterior al&eacute;m de um melhor rendimento.<\/p>\n<p>Em fevereiro de 2011 (final da safra 2010\/2011) a perspectiva da nova safra que se aproximava era bem ruim, o que acabou se concretizando com uma produ&ccedil;&atilde;o de cana 11% menor e uma redu&ccedil;&atilde;o em 2.5% na produtividade. O mercado se antecipou a essa vis&atilde;o e se cobriu o quanto podia. A &Iacute;ndia tamb&eacute;m teve uma safra (2009\/2010) decepcionante. Os consumidores industriais, como agora, foram pegos de surpresa e o mercado saiu do controle e se manteve acima dos 20 centavos de d&oacute;lar por libra-peso at&eacute; maio\/2012 com a entrada da safra 2012\/2013 produzindo 7% mais cana e 9% mais a&ccedil;&uacute;car.<\/p>\n<p>Em commodities pre&ccedil;os altos levam ao aumento da produ&ccedil;&atilde;o que acabam provocando pre&ccedil;os baixos. O ciclo &eacute; esse. Ainda em 2011, o petr&oacute;leo Brent negociava acima de 104 d&oacute;lares por barril, 39% acima do n&iacute;vel negociado um ano antes. Embora nessa &eacute;poca n&atilde;o havia sido institu&iacute;da a paridade de pre&ccedil;os internacionais pela Petrobras, a demanda por etanol na exporta&ccedil;&atilde;o fez o pre&ccedil;o negociar a 700 d&oacute;lares por metro c&uacute;bico se aproximando de 940 d&oacute;lares por metro c&uacute;bico um ano depois.<\/p>\n<p>Em 2006 n&atilde;o era assim. O petr&oacute;leo negociava a 60 d&oacute;lares por barril. E embora o a&ccedil;&uacute;car negociasse perto de 20 centavos de d&oacute;lar por libra-peso, o desconto no mercado de exporta&ccedil;&atilde;o era de 80 pontos. Puro castelo de areia. 2011 era muito consistente. E hoje?<\/p>\n<p>Bem, hoje, o mercado se ampara no fato de que h&aacute; sim a percep&ccedil;&atilde;o que vai faltar a&ccedil;&uacute;car, mas quando chegamos ao volume de um improv&aacute;vel d&eacute;ficit, &eacute; fact&iacute;vel que o Brasil sozinho seja capaz de prover a&ccedil;&uacute;car para zerar esse d&eacute;ficit. Tamb&eacute;m refor&ccedil;a o argumento dos altistas de plant&atilde;o que os consumidores finais perderam o timing, aguardaram os pre&ccedil;os ca&iacute;rem convencidos de que a boa safra de a&ccedil;&uacute;car proveniente do Centro-Sul (pelo menos 37 milh&otilde;es de toneladas) colocaria alguma press&atilde;o no mercado. S&oacute; que &ndash; como me disse um executivo &ndash; o estoque dessa gente estava acabando mais depressa do que a capacidade deles de reposi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Junte a isso os fundos cavaleiros com uma posi&ccedil;&atilde;o comprada exitosa, cujo volume ainda n&atilde;o se sabe gra&ccedil;as aos problemas de hacker em uma plataforma de comercializa&ccedil;&atilde;o e as usinas que est&atilde;o fixadas at&eacute; o topo, pronto! Os altistas se divertem. Vamos ver no que isso vai dar. Mas lembre-se o petr&oacute;leo est&aacute; com vi&eacute;s de baixa.<\/p>\n<p>Ap&oacute;s a alta de 2006, o desempenho do mercado foi desastroso. Demorou 42 meses para se recuperar da queda que se seguiu. 2011 foi mais consistente e os pre&ccedil;os permaneceram remuneradores por mais de 24 meses. Em 2010 o pre&ccedil;o m&eacute;dio mensal mais alto ocorreu em dezembro e o pre&ccedil;o mais alto do ano seguinte ocorreu em janeiro. 2023 est&aacute; com cara de 2022. A conferir.<\/p>\n<p>A incompet&ecirc;ncia de Lula est&aacute; mais rapidamente vis&iacute;vel do que nos seus governos anteriores. Essa &ldquo;petezada&rdquo; &eacute; vanguardista no quesito ignor&acirc;ncia e atraso. Reclamam do presidente Banco Central do Brasil (&uacute;nico no mundo a se antecipar e segurar a infla&ccedil;&atilde;o), reclamam do lucro da Petrobras, reclamam do PIB de 2.9%. E essa presidente do Partidos dos Trabalhadores, fantoche do Lula, dona de uma arrog&acirc;ncia e insol&ecirc;ncia pestilenta que s&oacute; os verdadeiramente idiotas possuem. Essa caterva tem instrumentos para quebrar qualquer setor. &nbsp;Melhor se precaver.<\/p>\n<p><strong>O<\/strong> <strong>Novo Curso Avan&ccedil;ado de Op&ccedil;&otilde;es sobre Futuros<\/strong> - Commodities Agr&iacute;colas j&aacute; tem data marcada: <strong>dias 11 (ter&ccedil;a) e 12 de abril (quarta) de 2023<\/strong>, das 09:00 &agrave;s 17:00 horas no Hotel Travel Inn Paulista Wall Street, na Rua Itapeva, 636, Bela Vista, S&atilde;o Paulo - SP. Introduzimos novos m&oacute;dulos, com <strong>estrat&eacute;gias, gest&atilde;o dos livros, delta hedging,<\/strong> entre outros assuntos. Para mais informa&ccedil;&otilde;es contate <a href=\"mailto:priscilla@archerconsulting.com.br\">priscilla@archerconsulting.com.br<\/a>. As <strong>vagas<\/strong> s&atilde;o <strong>limitadas.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Arnaldo Luiz Corr&ecirc;a<\/p>\n<div id=\"acfifjfajpekbmhmjppnmmjgmhjkildl\" class=\"acfifjfajpekbmhmjppnmmjgmhjkildl\">&nbsp;<\/div><!--:-->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Nada parece interromper o mercado futuro de a&ccedil;&uacute;car em NY em sua exuberante trajet&oacute;ria de alta. As conversas e o clima predominante na Confer&ecirc;ncia de Dubai, encerrada na quinta-feira, segundo respeit&aacute;veis analistas, era de incontida euforia. J&aacute; est&atilde;o at&eacute; tra&ccedil;ando os poss&iacute;veis novos patamares de negocia&ccedil;&atilde;o do a&ccedil;&uacute;car para os pr&oacute;ximos anos. 24 centavos? 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