{"id":11490,"date":"2025-03-28T18:30:08","date_gmt":"2025-03-28T18:30:08","guid":{"rendered":"http:\/\/archerconsulting.com.br\/artigos\/curto-prazo-pressiona-longo-prazo-promete\/"},"modified":"2025-03-28T21:31:55","modified_gmt":"2025-03-28T21:31:55","slug":"curto-prazo-pressiona-longo-prazo-promete","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/archerconsulting.com.br\/en\/curto-prazo-pressiona-longo-prazo-promete\/","title":{"rendered":"CURTO PRAZO PRESSIONA, LONGO PRAZO PROMETE"},"content":{"rendered":"<p>A semana foi, de certa forma, decepcionante para quem esperava uma rea&ccedil;&atilde;o positiva do mercado, especialmente diante da possibilidade de um in&iacute;cio tardio da moagem, motivado pela baixa qualidade da cana e da falta de chuva O contrato futuro de a&ccedil;&uacute;car em NY com vencimento para maio de 2025 encerrou cotado a 19.06 centavos de d&oacute;lar por libra-peso, registrando uma queda de 63 pontos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sexta-feira anterior &mdash; o equivalente a aproximadamente 14 d&oacute;lares por tonelada. J&aacute; o vencimento julho fechou a 18.84 centavos, com recuo de 52 pontos, ou cerca de 11.50 d&oacute;lares por tonelada. De maneira geral, o mercado apresentou queda em todos os vencimentos, com os contratos de curto prazo sofrendo as maiores desvaloriza&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>A desvaloriza&ccedil;&atilde;o do real ao longo da semana acabou incentivando algumas usinas a fixarem posi&ccedil;&otilde;es de vendas de a&ccedil;&uacute;car na exporta&ccedil;&atilde;o nos vencimentos mais distantes da safra 2025\/2026 do Centro-Sul &nbsp;(entre outubro e mar&ccedil;o) e tamb&eacute;m em parte da safra 2026\/2027. A queda, no entanto, foi bem menos acentuada nesses prazos mais longos: a m&eacute;dia simples dos quatro vencimentos da safra 2026\/2027 mostrou uma retra&ccedil;&atilde;o de apenas 13 reais por tonelada, enquanto a da safra 2027\/2028 caiu somente 11 reais por tonelada.<\/p>\n<p>No cen&aacute;rio externo, o petr&oacute;leo tamb&eacute;m n&atilde;o colaborou. O barril do petr&oacute;leo tipo WTI segue orbitando em torno dos 70 d&oacute;lares e o Brent ao redor dos 74 d&oacute;lares. A paridade da gasolina com o mercado internacional est&aacute; atualmente em pouco mais de 1%, o que n&atilde;o motiva a Petrobras a realizar qualquer reajuste nos pre&ccedil;os no curto prazo.<\/p>\n<p>Podemos afirmar que o mercado est&aacute; sob press&atilde;o baixista no curto prazo. Essa press&atilde;o &eacute; explicada, em parte, pela realiza&ccedil;&atilde;o de lucros, por um aumento de vendas por parte das usinas favorecidas pelo real mais fraco e pela baixa demanda internacional &mdash; o que tamb&eacute;m pode estar relacionado ao Ramad&atilde;, que termina neste s&aacute;bado dia 29 e tradicionalmente reduz o ritmo de compra de alguns pa&iacute;ses consumidores.<\/p>\n<p>No Centro-Sul, as usinas seguem preocupadas com a escassez de chuvas. O d&eacute;ficit h&iacute;drico persiste e a previs&atilde;o para os pr&oacute;ximos dias aponta apenas chuvas fracas e mal distribu&iacute;das, o que aumenta a apreens&atilde;o quanto ao desenvolvimento da safra.<\/p>\n<p>A &Iacute;ndia continua no nosso radar &ndash; e, pelo visto, no de muita gente. A produ&ccedil;&atilde;o da safra 2024\/2025 segue sendo revista para baixo, e o consenso do mercado hoje aponta para algo em torno de 25.8 milh&otilde;es de toneladas de a&ccedil;&uacute;car. Caso esse n&uacute;mero se confirme, e se a safra 2025\/2026 tamb&eacute;m come&ccedil;ar a dar sinais de que vai decepcionar, combinada com uma poss&iacute;vel frustra&ccedil;&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o no Centro-Sul entre agosto e setembro, o mercado pode sair do marasmo e reagir com for&ccedil;a, empurrando os pre&ccedil;os para n&iacute;veis acima de 25 centavos de d&oacute;lar por libra-peso.<\/p>\n<p>N&atilde;o estou dizendo que isso vai acontecer &mdash; ainda n&atilde;o temos bola de cristal &mdash;, mas &eacute; uma possibilidade que merece ficar no radar. E, aparentemente, n&atilde;o sou o &uacute;nico a pensar assim: j&aacute; existem mais de 7.000 calls (op&ccedil;&otilde;es de compra) posicionadas acima do strike de 25 centavos para o vencimento outubro\/25 e mais de 6.000 entre 22 e 25 centavos para mar&ccedil;o\/26. Um belo seguro para o caso de um &ldquo;cisne negro&rdquo; desavisado resolver sobrevoar o mercado &mdash; e com o radar desligado.<\/p>\n<p>Enquanto isso, &Iacute;ndia e Paquist&atilde;o continuam enfrentando clima seco, com chuvas que parecem ter entrado em f&eacute;rias prolongadas. A Tail&acirc;ndia tamb&eacute;m teve uma semana sem precipita&ccedil;&otilde;es relevantes, embora haja alguma esperan&ccedil;a de melhora em abril. Mas vale lembrar: previs&atilde;o do tempo, como sempre, &eacute; aquela coisa &mdash; serve mais para gerar expectativa do que certeza.<\/p>\n<p>No curto prazo, o mercado segue vulner&aacute;vel, pressionado pela baixa demanda e pela possibilidade de novas vendas por parte dos fundos. Segundo o &uacute;ltimo relat&oacute;rio Commitment of Traders, com base na posi&ccedil;&atilde;o de ter&ccedil;a-feira passada, os fundos estavam vendidos em pouco mais de 29 mil contratos &mdash; uma redu&ccedil;&atilde;o de 13 mil lotes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; semana anterior &mdash; mas h&aacute; sinais de que novas posi&ccedil;&otilde;es vendidas foram adicionadas a partir de quarta.<\/p>\n<p>Apesar do ambiente mais pesado no curto prazo, seguimos com uma vis&atilde;o construtiva para o m&eacute;dio e longo prazo. O conjunto de fatores &mdash; clima adverso, estoques baixos na &Iacute;ndia, produ&ccedil;&atilde;o global ajustada e uma curva futura de pre&ccedil;os atrativa &mdash; aliado a um cupom cambial interessante para as usinas, sustenta uma perspectiva altista. Dentro desse contexto, o spread outubro-mar&ccedil;o, atualmente em carrego, pode oferecer uma excelente oportunidade de compra. Se a escassez se confirmar, esse spread pode entregar um desempenho bem acima da m&eacute;dia &mdash; do tipo que faz at&eacute; analista fundamentalista querer olhar gr&aacute;fico de madrugada, s&oacute; por prazer.<\/p>\n<p>Nosso colaborador Marcelo Moreira comenta a parte t&eacute;cnica: O vencimento Maio\/25 encerrou a semana a 18.96 centavos de d&oacute;lar por libra-peso, sem for&ccedil;as para dar continuidade ao movimento de alta e romper a resist&ecirc;ncia superior da Banda de Bollinger dos 50 dias, situada em 20.35 centavos. O contrato fechou abaixo da m&eacute;dia m&oacute;vel de 9 dias (19.50 centavos) e oscilando no limite das principais m&eacute;dias m&oacute;veis de longo prazo &mdash; 200 e 100 dias &mdash; localizadas, respectivamente, em 19.17 e 18.92 centavos de d&oacute;lar por libra-peso. Caso perca a m&eacute;dia m&oacute;vel dos 100 dias, os pr&oacute;ximos suportes est&atilde;o projetados em 18.62 \/ 18.00 \/ 17.58 e, por fim, 17.08 centavos. O vencimento Julho\/25 encerrou a 18.75 centavos de d&oacute;lar por libra-peso, exatamente sobre a m&eacute;dia m&oacute;vel dos 200 dias (18.74 centavos). A perda desse suporte pode abrir caminho para os pr&oacute;ximos alvos em 18.46 \/ 18.29 \/ 17.50 e, eventualmente, 17.00 centavos. As pr&oacute;ximas resist&ecirc;ncias mais relevantes aparecem em 19.20 e 19.50 centavos por libra-peso.&nbsp; O spread Outubro\/25 x Mar&ccedil;o\/26 voltou a abrir, encerrando a semana em 37 pontos.<\/p>\n<p>Nos dias 8 e 9 de abril, em S&atilde;o Paulo, acontece a nova edi&ccedil;&atilde;o do <strong>Curso Avan&ccedil;ado de Futuros e Op&ccedil;&otilde;es para Commodities Agr&iacute;colas<\/strong>, presencial, direto ao ponto e voltado para quem j&aacute; conhece o b&aacute;sico e quer aprofundar estrat&eacute;gias, leitura de mercado e gest&atilde;o de risco de verdade. 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