{"id":13115,"date":"2026-11-06T19:07:42","date_gmt":"2026-11-06T19:07:42","guid":{"rendered":"http:\/\/archerconsulting.com.br\/artigos\/fundos-vendem-brent-desaba-e-brasilia-espera\/"},"modified":"2026-11-06T22:08:54","modified_gmt":"2026-11-06T22:08:54","slug":"fundos-vendem-brent-desaba-e-brasilia-espera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/archerconsulting.com.br\/en\/fundos-vendem-brent-desaba-e-brasilia-espera\/","title":{"rendered":"FUNDOS VENDEM, BRENT DESABA E BRAS\u00cdLIA ESPERA"},"content":{"rendered":"<p>Mais uma semana de forte realiza&ccedil;&atilde;o em NY. O d&oacute;lar mais forte, que se traduz em mais reais na exporta&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car, torna natural a press&atilde;o de venda no mercado futuro. Os fundos tamb&eacute;m tiveram sua parcela nessa queda. De acordo com o COT (Commitment of Traders), relat&oacute;rio publicado pela CFTC (Commodity Futures Trading Commission), ag&ecirc;ncia americana que regula os mercados de commodities, com base na posi&ccedil;&atilde;o da &uacute;ltima ter&ccedil;a-feira, eles liquidaram 34.705 lotes, mas ainda carregam 146.031 lotes, o equivalente a 7.4 milh&otilde;es de toneladas de a&ccedil;&uacute;car. Em duas semanas, os fundos liquidaram 79.393 lotes enquanto o mercado futuro desabou 219 pontos. Na m&eacute;dia, a cada 344 lotes vendidos (17.500 toneladas), o mercado cedeu um ponto. Mantida essa propor&ccedil;&atilde;o, zerar a posi&ccedil;&atilde;o dos fundos empurraria o mercado mais 400 pontos para baixo.<\/p>\n<p>O vencimento mar&ccedil;o\/27 encerrou a sexta-feira cotado a 18.25 centavos de d&oacute;lar por libra-peso, uma queda acumulada de 111 pontos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; semana anterior, o equivalente a quase 25 d&oacute;lares por tonelada. Todos os demais meses tamb&eacute;m fecharam no vermelho, com retra&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 22 d&oacute;lares por tonelada para os vencimentos da safra 2027\/28 (maio a mar&ccedil;o) e de 8 d&oacute;lares por tonelada para a safra seguinte.<\/p>\n<p>Realiza&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os &eacute; sempre bem-vinda. Permite aos participantes embolsar os lucros e abre espa&ccedil;o para que novos entrantes aproveitem pre&ccedil;os mais baixos, depois de termos visitado os 21 centavos de d&oacute;lar por libra-peso.<\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; novidade que, para o ritmo de alta prosseguir, o quadro fundamentalista precisa endossar essa perspectiva. A safra indiana come&ccedil;ou melhor do que se esperava, o que derruba, ao menos inicialmente, a sensa&ccedil;&atilde;o de que o pa&iacute;s poderia repetir a fraca performance do ano passado. O El Ni&ntilde;o, por sua vez, ainda promete mais preocupa&ccedil;&atilde;o neste m&ecirc;s. No Brasil, as usinas est&atilde;o apreensivas com o volume esperado da pr&oacute;xima safra, que contar&aacute; com a cana bisada. N&atilde;o por acaso, o volume de neg&oacute;cios nos meses que cobrem essa safra subiu bem, sinal de que as usinas aceleram as fixa&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>No front externo, a semana trouxe tamb&eacute;m um terremoto pol&iacute;tico. Os democratas conquistaram o controle do Congresso depois de virar cadeiras republicanas na C&acirc;mara e no Senado, resultado lido como uma pesada reprova&ccedil;&atilde;o ao presidente Donald Trump. No Senado, os democratas j&aacute; t&ecirc;m 54 cadeiras projetadas e, na C&acirc;mara, a maior maioria desde 2008. Para o mercado, a leitura imediata foi de al&iacute;vio: as bolsas subiram na quarta-feira depois que Trump reconheceu a vit&oacute;ria democrata nas duas casas, reduzindo o risco de ambiguidade pol&iacute;tica. Nos juros, por&eacute;m, um Congresso de oposi&ccedil;&atilde;o tende a frear a expans&atilde;o fiscal da Casa Branca, o que em tese tira press&atilde;o da infla&ccedil;&atilde;o e do FED, mas o petr&oacute;leo ainda caro e a economia aquecida mant&ecirc;m o banco central em modo de cautela. Juro americano mais alto por mais tempo &eacute; d&oacute;lar forte, e d&oacute;lar forte, como vimos, pesa sobre o a&ccedil;&uacute;car em NY.<\/p>\n<p>Aqui dentro, o mercado continua em compasso de espera. Desde a reelei&ccedil;&atilde;o, a forte queda da bolsa, o salto do d&oacute;lar para a casa dos R$ 5.50 e a eleva&ccedil;&atilde;o dos juros futuros anteciparam a cobran&ccedil;a por medidas concretas de ajuste fiscal. Enquanto o pacote n&atilde;o chega, o real segue ref&eacute;m da desconfian&ccedil;a, e as usinas colhem o lado bom dessa moeda fraca: mais reais por tonelada exportada e um incentivo adicional para acelerar as fixa&ccedil;&otilde;es da pr&oacute;xima safra.<\/p>\n<p>Na an&aacute;lise t&eacute;cnica, Marcelo Moreira observa que o recuo de 5.73% na semana, e de 10.00% nos &uacute;ltimos quinze dias, veio acompanhado de um real est&aacute;vel, oscilando entre 5.45 e 5.52 por d&oacute;lar. O grande destaque da semana, por&eacute;m, foi o petr&oacute;leo: o Brent desabou 17%, saindo de 117 para 97 d&oacute;lares por barril, e arrastou o a&ccedil;&uacute;car consigo.<\/p>\n<p>Com isso, o mar&ccedil;o\/27 perdeu o importante suporte dos 19.44 centavos de d&oacute;lar por libra-peso, que at&eacute; ent&atilde;o tamb&eacute;m funcionava como resist&ecirc;ncia, e na sequ&ecirc;ncia rompeu tamb&eacute;m o suporte seguinte, nos 18.85 centavos. O pr&oacute;ximo ponto de apoio est&aacute; na m&eacute;dia m&oacute;vel de 100 dias, a 17.90 centavos de d&oacute;lar por libra-peso. Abaixo dela, o mercado encontra suporte em 17.65 centavos, piso da Banda de Bollinger calculada sobre a m&eacute;dia m&oacute;vel de 50 dias, e, por fim, um suporte de peso na m&eacute;dia m&oacute;vel de 200 dias, a 16.73 centavos. A pergunta que fica &eacute; se o mercado volta a entrar em tend&ecirc;ncia de baixa. Se os 16.73 centavos n&atilde;o segurarem, o pr&oacute;ximo objetivo t&eacute;cnico s&oacute; aparece nos 15.40 centavos de d&oacute;lar por libra-peso.<\/p>\n<p>Nos dias 17 e 18 de novembro, a Archer Consulting promove o Curso Avan&ccedil;ado de Futuros, Op&ccedil;&otilde;es e Derivativos de Commodities Agr&iacute;colas &mdash; presencial, em S&atilde;o Paulo, das 9 &agrave;s 17 horas, no hotel Paulista Wall Street. Refer&ecirc;ncia no mercado h&aacute; mais de 20 anos, o curso j&aacute; formou mais de 3 mil profissionais e &eacute; a ferramenta para transformar a teoria dos derivativos em decis&otilde;es concretas de prote&ccedil;&atilde;o de margem: ler o que os spreads est&atilde;o dizendo, montar uma estrutura de op&ccedil;&otilde;es que protege sem amarrar, saber quando fixar e, principalmente, quando n&atilde;o fazer nada. &Eacute; a &uacute;ltima turma de 2026. Inscri&ccedil;&otilde;es e reservas com a Priscilla: <a href=\"mailto:priscilla@archerconsulting.com.br\">priscilla@archerconsulting.com.br<\/a><\/p>\n<p>Tenham todos um excelente final de semana<\/p>\n<p>Arnaldo Luiz Corr&ecirc;a<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais uma semana de forte realiza&ccedil;&atilde;o em NY. O d&oacute;lar mais forte, que se traduz em mais reais na exporta&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car, torna natural a press&atilde;o de venda no mercado futuro. 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