{"id":9921,"date":"2021-10-22T19:57:44","date_gmt":"2021-10-22T19:57:44","guid":{"rendered":"http:\/\/archerconsulting.com.br\/artigos\/CONSUMO_CRESCE_NOS_PROXIMOS_5_ANOS\/"},"modified":"2021-10-22T19:57:44","modified_gmt":"2021-10-22T19:57:44","slug":"consumo_cresce_nos_proximos_5_anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/archerconsulting.com.br\/en\/consumo_cresce_nos_proximos_5_anos\/","title":{"rendered":"CONSUMO CRESCE NOS PR\u00d3XIMOS 5 ANOS"},"content":{"rendered":"<!--:pt--><p>A fadiga do mercado futuro de a&ccedil;&uacute;car mencionada h&aacute; algumas semanas neste espa&ccedil;o, finalmente mostrou sua cara. Exauriram-se todos os elementos que sustentavam a alta do mercado, em especial nos vencimentos mais curtos. Todas as not&iacute;cias de car&aacute;ter fundamentalista estavam devidamente fatoradas no pre&ccedil;o e o mercado ficou pesado demais e por isso realizou.<\/p>\n<p>Os fundos liquidaram (com base nos dados de ter&ccedil;a a ter&ccedil;a) 51.000 lotes e provocaram uma retra&ccedil;&atilde;o de 6% no mercado no per&iacute;odo coberto pelo COT (Commitment Of Trades), relat&oacute;rio dos comitentes, publicado pelo CFTC (Commodity Futures Trading Commission), ag&ecirc;ncia independente do governo dos Estados Unidos, que regula os mercados de futuros e op&ccedil;&otilde;es das commodities.<\/p>\n<p>No final da semana, o vencimento mar&ccedil;o\/22 encerrou cotado a 19.08 centavos de d&oacute;lar por libra-peso acumulando uma queda de 72 pontos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sexta-feira anterior, ou 16 d&oacute;lares por tonelada. No acumulado do m&ecirc;s de outubro, o mar&ccedil;o\/22 j&aacute; derreteu 28 d&oacute;lares por tonelada, o maio\/22 encolheu 22 d&oacute;lares por tonelada, o julho 13 d&oacute;lares por tonelada e o outubro 8 d&oacute;lares por tonelada. Como se v&ecirc;, a press&atilde;o tem sido no curto prazo.<\/p>\n<p>A queda pode ser atribu&iacute;da em grande parte &agrave; anemia do mercado f&iacute;sico de a&ccedil;&uacute;car e &agrave; desvaloriza&ccedil;&atilde;o do real em rela&ccedil;&atilde;o ao d&oacute;lar colocando press&atilde;o na curva de pre&ccedil;os em centavos de d&oacute;lar por libra-peso nos vencimentos que v&atilde;o al&eacute;m da pr&oacute;xima safra. Vale mencionar que o presidente da rep&uacute;blica &eacute; o principal respons&aacute;vel pela desvaloriza&ccedil;&atilde;o acentuada do real com suas medidas inacreditavelmente populistas que arrebentam com o teto de gastos, afugentam o capital estrangeiro, aumentam o risco Brasil, pioram a crise fiscal e colocam mais combust&iacute;vel na inextingu&iacute;vel fogueira da crise pol&iacute;tica nacional em que estamos mergulhados e que consome a esperan&ccedil;a e energia dos brasileiros por dias melhores.<\/p>\n<p>O cen&aacute;rio da economia brasileira para 2022 &eacute; extremamente sombrio e &ndash; ao que tudo indica &ndash; dever&aacute; piorar substancialmente com a aproxima&ccedil;&atilde;o das elei&ccedil;&otilde;es presidenciais. Ningu&eacute;m sabe que outras mais irrespons&aacute;veis medidas o delirante ocupante do Planalto ir&aacute; tomar para tentar estancar a sangria de sua enfraquecida popularidade e tentar se reeleger. O fato &eacute; que estamos indo para o brejo e a inseguran&ccedil;a dos empres&aacute;rios em novos investimentos aumenta a cada dia. O Brasil est&aacute; afundando celeremente, mas o comandante do Titanic diz que &ldquo;n&atilde;o tem nada a ver com isso&rdquo;.<\/p>\n<p>Analistas pol&iacute;ticos de envergadura j&aacute; apostam que o atual mandat&aacute;rio n&atilde;o chegar&aacute; ao segundo turno nas elei&ccedil;&otilde;es presidenciais do pr&oacute;ximo ano devido ao aumento espetacular de sua rejei&ccedil;&atilde;o entre o eleitorado. Quanto menor for a possibilidade percebida de que ele estar&aacute; no segundo turno maior poder&aacute; ser o arsenal de barbaridades populistas que v&atilde;o minar ainda mais a credibilidade do Pa&iacute;s no mundo financeiro. E ainda corremos o risco de ter o ex-presidi&aacute;rio de volta. O Brasil &agrave;s vezes parece uma cleptocracia saud&aacute;vel e consolidada. N&atilde;o h&aacute; salva&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Os n&uacute;meros rec&eacute;m publicados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) sobre o mercado de a&ccedil;&uacute;car apontam uma produ&ccedil;&atilde;o mundial que em dez anos aumentou cerca de 0.58% ao ano, n&iacute;vel de crescimento bem compat&iacute;vel com o aumento da popula&ccedil;&atilde;o mundial. Compare-se esse aumento com o do consumo que, segundo a mesma ag&ecirc;ncia, no per&iacute;odo de dez anos cresceu a uma taxa anual de 0.80%. Esses dois n&uacute;meros analisados em conjunto levam a crer que a forma&ccedil;&atilde;o de estoque mundial foi ex&iacute;gua e a produ&ccedil;&atilde;o atual est&aacute; muito em linha com o consumo, sem pressionar NY.<\/p>\n<p>Claro que distor&ccedil;&otilde;es s&atilde;o mais prov&aacute;veis quando olhamos apenas um ano especifico que pode ter sido at&iacute;pico, mas que foi usado para a an&aacute;lise em quest&atilde;o, ainda que mere&ccedil;a revis&atilde;o. Se trabalharmos, por exemplo, com a previs&atilde;o atual de produ&ccedil;&atilde;o e consumo mundiais e compararmos com a m&eacute;dia dos cinco anos anteriores, chegamos a um crescimento m&eacute;dio na produ&ccedil;&atilde;o mundial de 1.01% anual e 0.46% no consumo anual que certamente provoca a forma&ccedil;&atilde;o de estoques de 800-900 mil toneladas por ano.<\/p>\n<p>Ocorre que quando analisamos a evolu&ccedil;&atilde;o do consumo per capita de a&ccedil;&uacute;car em alguns pa&iacute;ses selecionados ao longo da &uacute;ltima d&eacute;cada e inserimos a proje&ccedil;&atilde;o de crescimento populacional usando os dados dispon&iacute;veis pelo Banco Mundial, chegamos &agrave; conclus&atilde;o que em cinco anos o mundo estar&aacute; consumindo um adicional de 9 milh&otilde;es de toneladas de a&ccedil;&uacute;car.<\/p>\n<p>Hoje, o a&ccedil;&uacute;car exportado para o mundo livre, tem como protagonistas (com base nas &uacute;ltimas seis safras) o Brasil 43%, a Tail&acirc;ndia 14% e a &Iacute;ndia 8%. Os dois &uacute;ltimos n&atilde;o nos parecem estar em condi&ccedil;&otilde;es de aumentar sua participa&ccedil;&atilde;o no bolo. Dessa forma, assumimos que o Brasil dever&aacute; ser o &uacute;nico a poder prover grande parte daquele consumo adicional acima mencionado. Digamos 2\/3. Ser&aacute; capaz disso?<\/p>\n<p>Para o Brasil poder oferecer 6 milh&otilde;es de toneladas adicionais de a&ccedil;&uacute;car em 2026\/2027 al&eacute;m de atender ao crescimento do consumo de etanol anidro e hidratado, muito ter&aacute; que ser feito &nbsp; para que isso se materialize: uma substancial melhora na produtividade agr&iacute;cola por meio de novas variedades de cana, aperfei&ccedil;oamento dos tratos culturais, expans&atilde;o nas ind&uacute;strias atuais modernizando equipamentos, substitui&ccedil;&atilde;o de moendas por outras de maior capacidade que permitam melhor desempenho operacional das usinas, entre outros incrementos.<\/p>\n<p>Ainda assim, com todo esse plano de a&ccedil;&atilde;o, o Brasil precisaria aumentar sua produ&ccedil;&atilde;o em 2026\/2027 em 125 milh&otilde;es de toneladas de cana, algo como um investimento de US$ 16-20 bilh&otilde;es equivalentes a 25 novas usinas moendo 5 milh&otilde;es de toneladas de cana cada uma. Muito dif&iacute;cil hein?<\/p>\n<p>O lado positivo desse exerc&iacute;cio de futurologia &eacute; que o setor tem todos os ingredientes que podem fazer dos pr&oacute;ximos dois ou tr&ecirc;s anos um per&iacute;odo de boa rentabilidade e crescimento sustent&aacute;vel.<\/p>\n<p>Tenham todos um excelente final de semana.<\/p>\n<p>Arnaldo Luiz Corr&ecirc;a<\/p><!--:-->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fadiga do mercado futuro de a&ccedil;&uacute;car mencionada h&aacute; algumas semanas neste espa&ccedil;o, finalmente mostrou sua cara. Exauriram-se todos os elementos que sustentavam a alta do mercado, em especial nos vencimentos mais curtos. Todas as not&iacute;cias de car&aacute;ter fundamentalista estavam devidamente fatoradas no pre&ccedil;o e o mercado ficou pesado demais e por isso realizou. 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