{"id":11964,"date":"2025-08-29T18:41:23","date_gmt":"2025-08-29T18:41:23","guid":{"rendered":"http:\/\/archerconsulting.com.br\/artigos\/mercado-segue-cetico-safra-2627-preocupa\/"},"modified":"2025-08-29T21:42:51","modified_gmt":"2025-08-29T21:42:51","slug":"mercado-segue-cetico-safra-2627-preocupa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/archerconsulting.com.br\/pt\/mercado-segue-cetico-safra-2627-preocupa\/","title":{"rendered":"MERCADO SEGUE C\u00c9TICO. SAFRA 26\/27 PREOCUPA."},"content":{"rendered":"<p>O mercado futuro de a&ccedil;&uacute;car em Nova York encerrou a semana com o vencimento outubro\/25 cotado a 16.34 centavos de d&oacute;lar por libra-peso, uma queda de 10 pontos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; semana anterior. Os demais meses fecharam com quedas entre 8 e 38 pontos, sendo os meses mais longos os que mais ca&iacute;ram. Pode ser em fun&ccedil;&atilde;o de aumento de fixa&ccedil;&otilde;es por parte das usinas para as safras 26\/27 e 27\/28 aproveitando o cupom cambial que d&aacute; boa remunera&ccedil;&atilde;o em reais por tonelada para as curvas mais longas.<\/p>\n<p>O mercado praticamente andou de lado, sem novidades relevantes, &agrave; espera do relat&oacute;rio da UNICA, que era aguardado com expectativa de redu&ccedil;&atilde;o na moagem e tamb&eacute;m na ATR, mas isso acabou n&atilde;o se confirmando. O relat&oacute;rio mostrou uma moagem de 47.63 milh&otilde;es de toneladas de cana na quinzena, n&uacute;mero bastante acima do registrado no mesmo per&iacute;odo do ano passado, representando um aumento de 8%.<\/p>\n<p>Duas informa&ccedil;&otilde;es chamaram a aten&ccedil;&atilde;o: a primeira foi o j&aacute; comentado volume expressivo de moagem acompanhado de um mix de a&ccedil;&uacute;car de 55% na quinzena, contra 49,15% no ano anterior, e a segunda foi a ATR, que atingiu 144.83 quilos por tonelada, cerca de 2.5 quilos acima do esperado pelo nosso modelo. De qualquer forma, os n&uacute;meros foram muito bons (embora baixistas), tanto em moagem quanto em ATR, e isso abre espa&ccedil;o para que a safra possa alcan&ccedil;ar 595 milh&otilde;es de toneladas, patamar que corresponde &agrave; m&eacute;dia das 20 consultorias que publicaram estimativas recentes.<\/p>\n<p>Trabalhando com esse n&uacute;mero, &eacute; poss&iacute;vel projetar uma produ&ccedil;&atilde;o de 39.8 milh&otilde;es de toneladas de a&ccedil;&uacute;car, mas se o mix permanecer em 52.5% a safra poderia chegar a 40.6 milh&otilde;es de toneladas, o que contradiz nossa percep&ccedil;&atilde;o original de que a produ&ccedil;&atilde;o ficaria abaixo de 40 milh&otilde;es.<\/p>\n<p>Ainda assim, &eacute; preciso enfatizar que estamos considerando um cen&aacute;rio ideal, sem chuvas que prejudiquem a colheita, com uma ATR tr&ecirc;s quilos acima da curva esperada at&eacute; o final do ciclo e j&aacute; incorporando a melhora desta &uacute;ltima quinzena. Por outro lado, se mantivermos a moagem de 595 milh&otilde;es de toneladas, mas reduzirmos o mix para 51.5%, a produ&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&uacute;car cairia para 39.5 milh&otilde;es, refor&ccedil;ando a incerteza do cen&aacute;rio.<\/p>\n<p>O canavial est&aacute; muito ruim em v&aacute;rias regi&otilde;es e muitas usinas j&aacute; decretaram o final da safra marcado para o m&ecirc;s de outubro. Ser&aacute; que isso j&aacute; est&aacute; refletido nos pre&ccedil;os. No aguardo de algum gatilho que possa definir a dire&ccedil;&atilde;o do mercado, os fundos praticamente n&atilde;o fizeram nada no per&iacute;odo de 19 a 26 de agosto. A posi&ccedil;&atilde;o deles, publicada pelo CFTC (Commodity Futures Trading Commission), ag&ecirc;ncia americana reguladora dos mercados de commodities, mostra que eles est&atilde;o vendidos 132,499 lotes a descoberto, adicionando pouco mais de 1,500 lotes na semana.<\/p>\n<p>Falando agora sobre a safra 26\/27, mesmo que seja dif&iacute;cil fazer previs&otilde;es quando nem consenso existe sobre a safra atual, alguns pontos merecem destaque. A tend&ecirc;ncia &eacute; termos uma recupera&ccedil;&atilde;o importante, em raz&atilde;o das renova&ccedil;&otilde;es de canaviais e do avan&ccedil;o das novas variedades de cana, o que pode resultar em uma safra maior. Qualquer n&uacute;mero &eacute; chute, mas alguns analistas apontam 630-640 milh&otilde;es de toneladas de cana para o Centro-Sul.<\/p>\n<p>Logicamente, uma produ&ccedil;&atilde;o extraordin&aacute;ria traz consigo o risco de pre&ccedil;os mais baixos. Soma-se a isso a preocupa&ccedil;&atilde;o com o relat&oacute;rio da Ag&ecirc;ncia de Energia dos Estados Unidos, que projeta o petr&oacute;leo Brent em 2026 a 51 d&oacute;lares por barril, uma queda de 24% em rela&ccedil;&atilde;o aos pre&ccedil;os atuais. Se essa queda se confirmar, e se tivermos ainda um real mais forte em fun&ccedil;&atilde;o de uma perspectiva de vit&oacute;ria da direita nas elei&ccedil;&otilde;es brasileiras, o etanol se tornar&aacute; pouco competitivo e isso pode pressionar ainda mais os pre&ccedil;os do a&ccedil;&uacute;car em Nova York.<\/p>\n<p>O contraponto &eacute; que, nos n&iacute;veis atuais, ningu&eacute;m no mundo consegue produzir a&ccedil;&uacute;car de forma rent&aacute;vel. O custo m&eacute;dio de produ&ccedil;&atilde;o no Centro-Sul do Brasil gira em torno de 16 centavos por libra-peso e, caso o real caia dos atuais 5,4300 para 5,2500, em um cen&aacute;rio de governo pr&oacute;-mercado, esse custo pode se aproximar de 17 centavos. Portanto, o grande desafio para o pr&oacute;ximo ano ser&aacute; encontrar o equil&iacute;brio entre custos crescentes e margens cada vez mais apertadas, em um mercado que continua cercado de incertezas e que exige aten&ccedil;&atilde;o redobrada.<\/p>\n<p>Nosso colaborador, Marcelo Moreira aponta que a semana foi travada com o vencimento outubro-25 encerrando a 16.34 centavos de d&oacute;lar por libra-peso. O contrato oscilou ainda dentro do &ldquo;caixote&rdquo; entre a m&aacute;xima e a m&iacute;nima respectivamente a 16.57 e 16.30 centavos de d&oacute;lar por libra-peso - respeitando as m&eacute;dias-m&oacute;veis dos 9 e 50 dias (encerraram a semana respectivamente a 16.44 e 16.39 centavos de d&oacute;lar por libra-peso). Perdendo esses suportes o pr&oacute;ximo suporte relevante est&aacute; apenas nos 15.90 centavos de d&oacute;lar por libra-peso. E, pr&oacute;ximas resist&ecirc;ncias a 16.90 e 17.69 centavos de d&oacute;lar por libra-peso. Fique de olho.<\/p>\n<p>Faltam poucas semanas para o nosso pr&oacute;ximo Curso Avan&ccedil;ado de Op&ccedil;&otilde;es sobre Futuros em Commodities Agr&iacute;colas, que acontece presencialmente em S&atilde;o Paulo nos dias 23 e 24 de setembro, e depois s&oacute; retornar&aacute; em 2026. Ser&atilde;o dois dias intensos de conte&uacute;do t&eacute;cnico e estrat&eacute;gico, j&aacute; aprovados por mais de 3.500 profissionais que levam hedge a s&eacute;rio. As vagas s&atilde;o limitadas, portanto garanta j&aacute; a sua enviando um e-mail para <a href=\"mailto:priscilla@archerconsulting.com.br\">priscilla@archerconsulting.com.br<\/a>.<\/p>\n<p>Bom final de semana a todos.<\/p>\n<p>Arnaldo Luiz Corr&ecirc;a<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mercado futuro de a&ccedil;&uacute;car em Nova York encerrou a semana com o vencimento outubro\/25 cotado a 16.34 centavos de d&oacute;lar por libra-peso, uma queda de 10 pontos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; semana anterior. 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